Texto "Animação cultural"
O texto “Animação cultural” por Vilém Flusser desenvolve um assunto intrínseco na sociedade humana, em que a relação homem-objeto ou no caso, objeto-homem é destrinchada. Um dos aspectos abordados é a insistência humana de sua superioridade, como se a mera produção de um objeto justificasse seu domínio. E a conta-ação? Ao produzir um objeto e utilizá-lo, é permitido também que ele o use, ou influencie-o. Afinal, os objetos são o intermédio da ação humana para com o mundo e a resposta do mundo sobre os homens. Um exemplo, guardadas as devidas proporções, se dá pelo uso da calculadora, que por um lado tornam eficazes os cálculos matemáticos, mas por outro tende a impedir que o usuário continue exercitando a eficácia da própria mente. Assim, ampliando o raciocínio, quanto mais facilitação o objeto oferece, mais à mercê e dependente dele a pessoa se torna. Além disso, há o escape do controle humano de objetos inanimados, como os celulares, a inteligência artificial, que a autoprogramação se sobressai aos interesses do próprio dono. Assim, o homem passa a viver em função dos objetos e não ao contrário.
Outros aspectos ressaltados no debate em sala, foi a divisão do mundo em três fenômenos: animados, os estudados pelas ciências inexatas; inanimados, aqueles explorados pelas ciências exatas; e dos objetos, pertencente aos estudos das ciências humanas. A partir disso, o texto se propõe a estudar os três e a relação inerentes entre eles, visto que o século XIX consolida a necessidade das ciências, exatas e inexatas, para com os aparelhos, os objetos. Entretanto, a valorização do último fenômeno se estabelece como uma problemática, de modo que os bens matérias e sua vantagem de uso são postos a frente do conjunto lúdico do objeto. Assim, a “Animação cultural” é expõe como os objetos participam ativamente na sociedade.

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