HENRI CARTIER-BRESSON – O FOTÓGRAFO DECISIVO
Guerra mundial, relatos cotidianos, urbanos e documentais, inovações técnicas e de abordagem fotográfica... Isso são alguns dos temas que passaram pela lente da câmera do francês Henri Cartier-Bresson. Ele nasceu em 1908 e faleceu em 2004 Dessa forma, um fotógrafo importante na história e reconhecido como o pai da fotojornalismo e especialista em fotografia de rua.
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| Henri Cartier-Bresson - Gare Saint Lazare, Place de l'Europe. Paris, France |
A primeira fotografia é a de um homem pulando uma poça, ou pelo menos tentando. As fotos de pessoas pulando poças não era exatamente uma inovação, mas Bresser fez dessa foto uma referência ao trazer elementos interessantes. Ele utiliza um conceito muito trabalhado por ele o capturar do “momento decisivo”, de modo que captura segundos antes do pé tocar a poça. Eu enxergo nessa foto a questão da impossibilidade do homem de ultrapassar a poça, o próximo momento seria desastroso. Assim, tal imagem me passa a sensação de pause em uma cena de que você presente que dará tudo errado.
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Homem andando de bicicleta, França - 1932
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Capturando, também o momento decisivo, o “Homem andando de bicicleta”, na França, foi uma das primeiras e mais conhecidas imagens Bresser, eternizando o exato momento que o ciclista passa no vão da escada. Ao olhar para essa fotografia a escada em primeira plano de algum modo conduz seu olhar para o homem na bicicleta, que está passando bem na frente dela. As texturas do redor também são bem destacadas, o que me dá a sensação de aspereza ou algo relacionado.
WILSON BAPTISTA – O OLHAR DA CAPITAL MINEIRA
Wilson Baptista foi um fotógrafo belo-horizontino formado em direito. Ele nasceu em 1913 e faleceu em 2014. Conforme seu filho, Paulo Baptista, relatou, o pai não estava tanto interessado nas coisas, no conteúdo, mas sim, em como elas apareciam para as pessoas, as formas. Isso, é interessante, pois apesar desse pensamento as fotografias de Wilson Baptista são importantes registros das transformações urbanas, arquitetônicas e sociais ocorrendo em Belo Horizonte entre as décadas 1930 e 1960. Mas vamos ao principal que são suas obras.
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| WILSON BAPTISTA - Conjunto JK - 1955 |
Falando sobre as transformações urbanas e arquitetônicas, a construção do Conjunto JK, do Niemeyer, que fica no Centro-Sul de Belo Horizonte é um exemplo bastante simbólico. Desse modo, é capturado ao mesmo tempo, a modernidade e o passado. Além disso, é possível perceber os aspectos geométricos e suas repetições. A meu ver, apesar do objeto da foto (o prédio) ser simétrico, a captura é assimétrica, o que evita que parede engessado. Ademais, não há um começo e fim explícita, o que passa a impressão de ser uma construção grande (e de fato é). Também, o trabalho com a Luz e Sombra é bem contrastado e bem trabalhado de forma que destaquem as formas, que ele tanto valorizava, e o contorno da estrutura do prédio.
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| WILSON BAPTISTA - Procissão na Rua da Bahia - 1944 |
A segunda fotografia foi a procissão na Rua da Bahia, marcando uma interação e movimento social em uma rua famosa da capital mineira. Mais uma vez a geometrização é perceptível, além das linhas de foco trabalhadas na imagem. A procissão de pessoas e de sombra seguem uma reta bem definida, que guia o olhar a percorrer o mesmo caminho e até se perguntar o que estaria a frente da procissão, o que as pessoas estão seguindo. Ele continua trabalhado Luz e Sombra de forma bem contrastada e marcante.
ROGER HUMBERT – O PIONEIRO CONCRETISTAHumbert é um fotógrafo suíço nascido em 1929, de modo
que foram 93 anos fotografando e assim continua. Da mesma forma que Wilson
Baptista não se interessava tanto no objeto, Robert Humbert partilha da
mesma perspectiva de modo que ele valoriza na imagem e sua composição. Além
disso, ele foi o pioneiro da Fotografia Concreta.
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Untitled (Abstract Colour Photograph #1), 1972 |
Essa primeira obra é uma "fotografia abstrata em cor". Para realizá-la ele utilizou de plexiglas, plásticos coloridos e translúcidos, sobre pratos de vidro, assim, a luz tinha sua fonte embaixo e as fotos eram tiradas analógicas da luz resultante. O que eu acho bem interessante nessa fotografia são as cores bem vibrantes, que também se destacam no fundo preto. Ao mesmo tempo que ela chama atenção, ela também causa estranheza ao olhar. Por fim, as cores seguem várias linhas verticais, mas na parte de baixo tem uma ruptura desse segmento que se destaca.
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Untitled (Photogram #36), 2002 Photogram on Baryta paper |
A segunda e última fotografia, foi capturada por raiografias, em que é realizada por meio do posicionamento de objetos diretamente em cima do papel fotográfico, revelando a forma dele e sua sombra. A impressão que me passa é de seriedade e sobriedade, talvez pelas formas ou talvez pelo contraste do branco com preto. No centro temos formas geométricas, mas em cima tem uma sombra que acaba quebrando esses quadrados, tirando a seriedade das linhas.
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